Estive recentemente na Convenção da Coniexpress S.A. (fabricante da marca QUERO e líder nacional no seguimento) , um grande evento nacional que acontece anualmente e que tem por objetivo a premiação de representantes, distribuição de prêmios de incentivos pelas vendas alcançadas, apresentação de lançamentos e metas para o ano de 2010.
Tive a grata oportunidade de rever colegas e amigos representantes, todos muito bem comprometidos, mas com uma preocupação rondando no ar: a concorrência dos grandes e multinacionais atacadistas cada vez mais crescente, de certa forma atrapalhando o trabalho de cada um em sua região.
Obviamente a globalização, que tem ao meu ver o seu lado cruel, é quem nos coloca nesta situação enquanto representantes. Não só a Quero como muitas empresas nacionais, vem vivendo este dilema de como equilibrar a distribuição de seus produtos pelas vias de abastecimento existentes: varejistas e/ ou atacadistas. É claro que o ideal seria a horizontalização do processo de vendas e por conseguinte o alcance a um numero substancial de varejistas, o que me parece ser mais seguro para as industrias. Mas como renunciar ao aumento crescente do volume de compras destes gigantes ?
Acredito que deveríamos sim , ter como meta o varejo, mas também fortalecer as nossos distribuidores regionais, empresa brasileiras que sempre prestigiaram as nossas industrias, as nossas marcas.
A (“mardita”) globalização pode decretar a morte de muitos atacadistas e mais um numero sem fim de lojas de médio porte (aqui no nordeste – entre 3 e 10 chek-outs). O Carrefour anunciou investimentos nunca anteriormente feitos no Brasil e a sua meta são as classes C, D, E e assim por diante (reflita sobre o que vem por aí..)
Como vivo quase na contra-mão do pensamento comum robotizado pela mídia, acredito como, homem e representante por profissão que, ainda que não tenhamos como resolver a questão, devemos pensar sobre ela na busca de uma solução que venha salvaguardar a existência desses milhares de pequenos e médios estabelecimentos que amparam brasileiros e sua famílias, dando-lhes muito mais emprego que os gigantes.