O autor, filho de missionários evangélicos, revela o seu entendimento de Deus segundo o que aprendeu em casa. Não concordo que na essência ele contrarie os ensinamento dos pais, conforme diz alguns críticos. Com a trindade ratificada, governando o planeta e tudo que nele há, Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo desempenham funções independentes em harmonia e concordância divinas, difícil para o entendimento racional humano, mas ao alcance do personagem principal do livro, que está lá nesse encontro fazendo o seu questionamento buscando os “porquês” da vida e dos fatos que lhe sucederam. O relacionamento entre o homem e o seu semelhante e de Deus com os humanos é relevante neste best-seller de Willian P. Young.
A ofensa, a dor, a resignação e o perdão convivem neste livro, no qual, volto a dizer, o relacionamento entre os seres humanos é o caminho para o amor final: a cura da alma.
O sucesso do livro deve-se principalmente ao grande interesse das pessoas em questões que envolvam o entendimento de Deus e o sentido da vida. O gênero está na moda e a carência de todos nós é grande.