Embora a idéia não seja nova, a globalização que existe desde as mais remotas épocas, reaparece em nossos tempos com uma força irreversível, conduzindo a humanidade, ao meu ver, a um futuro que já se desenha, no presente, como incerto e calamitoso.
A globalização que deveria ter um efeito democrático no mundo, visando o fortalecimento das nações com base em um livre e justo comércio, tornou-se um dragão voraz pregando a democracia de consumo, pois apóia-se única e essencialmente no lucro ganancioso das grandes corporações. As instituições democráticas, estão corrompidas por estas forças sinistras e sucumbiram a sua doutrina: a corrupção.
Produzindo cada vez mais a um custo menor os seus produtos, com a abundante mão de obra escrava disponível no terceiro mundo, as grandes empresas, principalmente do hemisfério norte, tornaram-se multinacionais “propulsoras do desenvolvimento” a um custo social sem precedentes pois a concentração de renda no planeta jamais alcançou níveis tão perigosos para a humanidade.
O que se apregoa por aí:“o mundo é agora um só” ou “o mundo é plano – sem fronteiras ou obstáculos entre os paises” é uma grande mentira. Estando o homem a margem de qualquer interesse, ou colocado em segundo plano, o mundo jamais será um só.
A miséria é reinante e sabemos que 50 % dos povos vivem em condições de pobreza absoluta. Mas as grandes empresas que governam o mundo e detém o poder sobre a produção, a política, os governos, a mídia e até a arte, estão cada vez mais ricas e poderosas pois a globalização lhes concedeu este mandato. Quanto a população faminta, ela só vai ser interessante para o mundo “civilizado” quando ingressar na democracia de mercado para aumentar a concentração de renda dos poderosos.
Os americanos levantaram seus muros na fronteira com o México, a xenofobia é efervescente nos paises europeus ou seja os ricos querem distancia dos pobres, na verdade só os querem como consumidores ou como trabalhadores serviçais.