Desde minha infância sempre tive o privilégio de ter um cão por perto. Foram muitos láem casa. Minhamãe sempre diz que “ninguém pode viver sem um bichinho” e eu costumo dizer, exagerando, que os cães são melhores do que a gente. Depois que constitui a minha família, tivemos vários. Eles, os cães, nos ajudam na criação dos nossos filhos. Os cães despertam nas crianças, com a devida orientação dos pais, alguns dos sentimentos mais nobres da criatura humana: fidelidade, misericórdia, carinho, amor. Eu diria que o cão amolece o coração do homem tornando-o mais humano.
Fredão, nosso ultimo cão, que viveu conosco aproximadamente 14 anos, morreu dia 20 deste mês. Deixou em todos nós, eu, minha esposa, nossos filhos e netos, uma doce e melancólica saudade como se fora ele uma pessoa, uma das nossas criaturas mais queridas. Em sua homenagem escrevo:
Obrigado, Fredão
Pela amorosa companhia, aos meus pés, debaixo da mesa, enquanto eu trabalhava digitando assuntos da empresa.
Pela sempre festiva recepção quando eu chegava ao portão e você ia anunciar a minha chegada a quem estivesse lá dentro.
Por sua doce presença, e paciência de me escutar lá na varanda enquanto eu arranhava as cordas do violão. As vezes em momentos de tristeza, e lá estava você com o seu olhar de “gente” que entendia tudo.
Pela sua humilde e terna obediência quando eu anunciava que já era hora de dormir e você, descia a rampa para a sua casinha, mesmo parando no caminho para olhar para trás, para certificar-se de que eu também fora dormir.
Pela sua disciplina, na hora do banho debaixo do chuveirão. Você vinha educadamente depois do meu convite, sem que fosse necessário sequer que eu levantasse a voz.
Pela sua companhia nas poucas caminhadas que fizemos juntos.
Pela alegria e graça que propocionou a todos nós, a cada reunião de domingo em família.
Por tantas aventuras e coisas engraçadas que vivemos juntos desde que você era um filhotinho.
Obrigado Fredão. Se todos os cães merecem o céu, como diz o filme, com certeza você está lá. Jamais o esqueceremos “cachoão”, “cahoãozinho”. 
Realmente Fredão era tudo isso!!! E meu pai teve a sensiblidade de expressar o valor desse “cachoão” com essas palavras cheias de sentimento… Amo você, paizinho!!! E amo Fredão também… Tenho sentido muito a falta dele…
Gente que noticia triste….
Saber que vou chegar na casa de tio Bumbo e não ver Fredão dá uma dor no peito….
Não era só um simples cachorro… um amigão!!
saudades!!
Que linda homenagem! Quem me dera que todos os animais fossem tão bem acolhidos e amados pelas famílias que os adotam.
Amei a sua crônica Edmundo, e confesso que vou atender o pedido do Samuel e da Ana Rute, pois depois que o meu Luke, o nosso primeiro cãozinho foi atropelado chorei e fiquei muito saudosa… e eles agora vivem pedindo outro… depois que li sobre o Fredão , entendi o pedido deles. Abraços.